quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Aos sonos que dormem



Vêem, meus amigos que dormem,
Que eu tenho sono de dormir?
Cansado tiro meu sono na minha insônia;
Não durmo porque não vale à pena.

Descanso cada sono na minha cama;
Estarei deitado quando eu estiver acordado.

E enquanto tempo for vontade de insônia,
Vou dormir mais cedo do que pensam.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O dia todo

Talvez não ou talvez,
Mais cedo ainda assim
Cedendo eu quero ver
A quem não cedeu ainda.

Quero ver o cedo ser cedo ainda
E amanhã ainda mais cedo
E depois ser bem depressa,
Ou mais tarde ser menos ainda.

Quero ver se é cedo,
Mais tarde sei que já era.
Agora é igual à antes.
E depois continua sendo.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Poema de mentira

Num dia há uma história dita de outra forma e mostrada como ela é.
Parece que alguém iria desdizê-la para contá-la,
Mas o mentiroso mente de forma diversa
E a verdade é mentira se somente dela é retirada à essência.

Talvez peçam uns versos na ausência destas rimas,
Mas não quero rimar neste conto.
Uns versos soltos quero fazer para poder contar uma história
Curta.
À linha levo uma trajetória longa, completa e concatenada:

A minha verdade também mente; esse um verso bom sobre mentira.
Meu verso versifica bem a fala de algumas pessoas que ocultam a verdade que as Mentem.
Outro verso de mentiroso é o nome de Alberto Caeiro, que era tudo e as mentiras que ele Contava.
Caeiro é caso único e monstruoso,
E como o conto aqui é de mentira,
Cai bem falar Caeiro.

O fato é que agora sim, agora pretendo falar sobre a mentira:

Nem faz tempo, muito pelo menos, e cada dia ia passando como se fosse uma Construção Sólida de uma amizade
(daquela amizade de nistche e a ciência Gaia).
Iam ficando de cada hora o orgulho de se fazer ao outro;
Olhar composto: pesar de verdade, fala de mentira.

Um e dois iam.
Sem chegar e pressa tinham um caminho de pesar.
E sempre que dois se encontravam se desdiziam e montavam um cenário de céu e de Espaço.

Cada voz nenhum cansaço;
Em tempo igual um sorriso torto.
Mas a verdade entrou na mentira e cada passo se tornou direto
Em cada objeto de compor ao outro o cenário familiar do que há de dentro dos dois.

A verdade então mentiu tudo;
Contou outros percursos que esconderam e que contavam mentiras para se realizarem.

E a verdade que mentiu os dois não tinha nome,
Nem sentimento, nem paixão.
Era forma de realização de silêncio em música de final de tiroteio.
Sem sorrisos a cada lado.
Um rindo só e pronto,
Com o riso do outro.

Diogo Tocaio

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Não direi à raiva

A vida é pouca coisa;
É nem meio verso.
(É lamentando que se faz verso...)
Meus pensamentos trazem essa vida e um ódio a mais;
Meus versos trazem esse ódio e eu.

Vendo os olhos

De olhos abertos não vejo
Os olhos parados me olhando;
Só vejo aqueles olhos andando
E eu parado vendo...

Vendo os olhos, olho a boca
E fico pensando nas coisas que não foram ditas,
Do jeito que não foram ditas...
Coisas que são porque não foram...
Mas tomara que sejam!