Num dia há uma história dita de outra forma e mostrada como ela é.
Parece que alguém iria desdizê-la para contá-la,
Mas o mentiroso mente de forma diversa
E a verdade é mentira se somente dela é retirada à essência.
Talvez peçam uns versos na ausência destas rimas,
Mas não quero rimar neste conto.
Uns versos soltos quero fazer para poder contar uma história
Curta.
À linha levo uma trajetória longa, completa e concatenada:
A minha verdade também mente; esse um verso bom sobre mentira.
Meu verso versifica bem a fala de algumas pessoas que ocultam a verdade que as Mentem.
Outro verso de mentiroso é o nome de Alberto Caeiro, que era tudo e as mentiras que ele Contava.
Caeiro é caso único e monstruoso,
E como o conto aqui é de mentira,
Cai bem falar Caeiro.
O fato é que agora sim, agora pretendo falar sobre a mentira:
Nem faz tempo, muito pelo menos, e cada dia ia passando como se fosse uma Construção Sólida de uma amizade
(daquela amizade de nistche e a ciência Gaia).
Iam ficando de cada hora o orgulho de se fazer ao outro;
Olhar composto: pesar de verdade, fala de mentira.
Um e dois iam.
Sem chegar e pressa tinham um caminho de pesar.
E sempre que dois se encontravam se desdiziam e montavam um cenário de céu e de Espaço.
Cada voz nenhum cansaço;
Em tempo igual um sorriso torto.
Mas a verdade entrou na mentira e cada passo se tornou direto
Em cada objeto de compor ao outro o cenário familiar do que há de dentro dos dois.
A verdade então mentiu tudo;
Contou outros percursos que esconderam e que contavam mentiras para se realizarem.
E a verdade que mentiu os dois não tinha nome,
Nem sentimento, nem paixão.
Era forma de realização de silêncio em música de final de tiroteio.
Sem sorrisos a cada lado.
Um rindo só e pronto,
Com o riso do outro.
Diogo Tocaio